Data de Publicação: 19 de janeiro de 2007
É inevitável que o final do ano promova um período de reflexões e balanços. E esta predisposição a análises se intensifica em anos como o de 2006 em que a instabilidade econômica e política foram mais marcantes. Os números de nossa indústria refletem bem esta posição "contemplativa" que o setor foi obrigado a assumir durante este ano. A produção física foi praticamente igual à de 2005 e o faturamento aproximou-se dos R$ 32 bilhões. Pelo menos temos a certeza que nossa indústria luta ainda por uma fase de crescimento sustentado o que nos dá esperanças de um 2007 mais seguro e próspero.
Felizmente, as ações e o espírito empreendedor da ABRE não foram afetados por estes percalços. Planejamos e realizamos eventos que certamente contribuíram para uma história da embalagem brasileira mais rica. A 12ª edição do Congresso Brasileiro de Embalagem foi uma das ações de maior destaque. Durante dois dias de muito trabalho e muito aprendizado reunimos mais de 300 profissionais ligados direta e indiretamente à indústria de embalagem que tiveram o privilégio de compartilhar das impressões e análises de especialistas, nacionais e internacionais, de altíssimo gabarito. Cumprimos nosso objetivo: "reinventamos a embalagem com novas tecnologias".
E para atender melhor ao consumidor brasileiro este processo de reinvenção e de inovação já começou nas embalagens locais. A maior prova foram os projetos de embalagens inscritos e os vencedores do Prêmio ABRE de Design & Embalagem 2006. Poderíamos pensar que se trata de um certo nacionalismo coroar tais embalagens. Mas o reconhecimento internacional, vindo pelo WorldStar, maior prêmio mundial do setor conquistado por 7 embalagens brasileiras, só vem a confirmar a predisposição do Brasil de tornar-se um importante pólo produtor de embalagens e um forte player internacional.
Por tudo isso a ABRE luta para que a embalagem brasileira tenha a sua merecida valorização. Em 2007, uma de nossas principais metas será encabeçar uma campanha neste sentido, mostrando ao consumidor final que o bom produto é fruto de uma boa embalagem e que a indústria nacional está absolutamente apta a fornecer esta embalagem vencedora.
De modo geral, as projeções macroeconômicas prevêem um 2007 menos turbulento para todos os setores de bens de consumo e, conseqüentemente, para a indústria de embalagem. Se aliarmos esta recuperação econômica com a vontade de nossa indústria de fazer e acontecer, retomaremos o caminho do desenvolvimento pleno e sustentado, utilizando todos os recursos tecnológicos e humanos de um setor em permanente ebulição e evolução: a indústria brasileira de embalagem.
Um Feliz 2007 para todos!
Paulo Sérgio Peres, Presidente da ABRE
Fontes:
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